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sábado, 10 de setembro de 2011

Sedado

Eu me olho no espelho... Mas não posso enxergar.
Tão longe... Tão vazio... Tão abstrato.
Alguém me ouve? Alguém me chama?
Eles estão aqui dentro... Ecoando as vozes...
Sinto envelhecer rapidamente... Sinto morrer mil vezes por noite.
Outro comprimido... Outro sedativo...
E volta o filho da puta... Com outra seringa...
Direto na veia... Atacando meu SNC...
Tudo escurece rapidamente... Fortemente sedado...
Uma tentativa de pedir ajuda... Agora em vão...
Eu sinto... Eu vejo... Eu ouço... Mas não posso falar.
Mais uma dose de anti-psicóticos e sedativos...
Outra vez o filho da puta retorna...
Outra noite... Outro vazio...
Pior que morrer... Melhor do que viver.
Um monstro trancado... Apenas mais uma experiência do mundo sombrio

domingo, 7 de agosto de 2011

Memórias de um psicopata

Sangue nos lençóis, gosto de vinho rasgando minha garganta.
Comprimidos de sedativos, e uma carta borrada.
Pensamento vaga longe, eles me puxam para as sombras.
Você está vendo? Você está ouvindo? È uma alucinação?
Estão gritando meu nome. Tão profundo.
Algumas palavras. A merda está feita.
O doutor disse que eu era um cara perturbado. Um pouco além do anormal.
Mas são eles, eles insistem em voltar, insistem em me arrastar para a cova.
Os cortes não cicatrizam, e eu sinto os vermes se rastejarem pelas feridas.
Alguns comprimidos, um cigarro e outro porre. Apenas pra acalmar.
Você volta hoje? Ainda estou aqui.
Eles dizem que sou um pervertido insano. Eles dizem o que querem.
Eu ainda estou aqui, dilacerado. Apenas esperando você voltar.
Vômito seco nas paredes. Ele gritou pelo nome dela.
Necrofilia. Ele se espelhava nos pesadelos dela.
Suicídio. Ele buscava e não encontrava.
Meu anjo se aproxima. De asas negras manchada de sangue.
Meu anjo se aproxima, trazendo o anti-cristo e segurando uma cabeça degolada.