domingo, 7 de agosto de 2011

Memórias de um psicopata

Sangue nos lençóis, gosto de vinho rasgando minha garganta.
Comprimidos de sedativos, e uma carta borrada.
Pensamento vaga longe, eles me puxam para as sombras.
Você está vendo? Você está ouvindo? È uma alucinação?
Estão gritando meu nome. Tão profundo.
Algumas palavras. A merda está feita.
O doutor disse que eu era um cara perturbado. Um pouco além do anormal.
Mas são eles, eles insistem em voltar, insistem em me arrastar para a cova.
Os cortes não cicatrizam, e eu sinto os vermes se rastejarem pelas feridas.
Alguns comprimidos, um cigarro e outro porre. Apenas pra acalmar.
Você volta hoje? Ainda estou aqui.
Eles dizem que sou um pervertido insano. Eles dizem o que querem.
Eu ainda estou aqui, dilacerado. Apenas esperando você voltar.
Vômito seco nas paredes. Ele gritou pelo nome dela.
Necrofilia. Ele se espelhava nos pesadelos dela.
Suicídio. Ele buscava e não encontrava.
Meu anjo se aproxima. De asas negras manchada de sangue.
Meu anjo se aproxima, trazendo o anti-cristo e segurando uma cabeça degolada.

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